Rabbit's Blog

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Um texto pode esconder outro. Leia duas vezes antes de avançar
Updated: 16 hours 11 min ago

Hilary’s Downfall

Fri, 05/09/2008 - 01:57

Na série isto já parece um blogue de mau gosto:

via Andrew Sullivan

Estudo do Dia

Thu, 05/08/2008 - 11:25

Social psychologist Michelle Hebl … had volunteers evaluate a mock job applicant. Some volunteers saw the applicant sitting in a waiting room next to an overweight person, while others saw the applicant in the waiting room sitting next to a person of average weight. … Hebl found that volunteers rated job applicants more negatively when they had been seen seated next to an overweight person than when they were seen seated next to an average weight person.

Washington Post via overcoming bias

PJ On Democracy

Wed, 05/07/2008 - 02:20

All politics stink. Even democracy stinks. Imagine if our clothes were selected by the majority of shoppers, which would be teenage girls. I’d be standing here with my bellybutton exposed. Imagine deciding the dinner menu by family secret ballot. I’ve got three kids and three dogs in my family. We’d be eating Froot Loops and rotten meat.

P.J. O’Rourke via Marginal Revolution

Desemprego e Despedimentos

Wed, 05/07/2008 - 01:57

Escreve Pacheco Pereira num daqueles textos holier-than-thou que de vez em quando faz:

O desemprego pode suscitar mil e uma discussões teóricas, e ser inevitável como “destruição criadora”, como “reconversão” da nossa economia, como efeito de políticas erradas que assentam na ilusão de um “modelo social europeu” insustentável face à natalidade e à globalização, tudo isso.

Admito que exista esta visão, que podemos apelidar de religiosa, do desemprego enquanto inevitável sofrimento regenerador da nossa economia.

No entanto, há que distinguir entre defender o desemprego (algo de perfeitamente horrível) e defender políticas que tornem mais fácil a perda de emprego.

O desemprego não acontece no momento em que se perde o emprego, mas sim no momento em que não se consegue encontrar outro.

Paradoxalmente, as políticas que tornam mais dificil a perda de um determinado emprego são as mesmas que tornam dificil o encontrar do seguinte.

Não é por acaso que os países onde é mais fácil despedir são os que têm taxas de desemprego mais baixas.

Vacinas

Tue, 05/06/2008 - 00:23

Nos EUA, tal como em muitos países da Europa, muitos pais começaram a não vacinar os filhos (eu conheço pelo menos um nessa categoria). Infelizmente, os resultados começam também a aparecer:

From January 1 through April 25, 2008, CDC received a total of 64 reports of confirmed measles cases in nine states — the highest number for the same time period since 2001. In four of the states — Arizona, New York, Michigan, and Wisconsin — outbreaks (3 or more cases linked in time or place) are ongoing. Outbreaks may occur when measles cases are imported into the U.S. Ten of the recent case-patients (5 US residents and 5 visitors to the U.S.) acquired measles abroad, and the remaining cases are considered linked to the imported cases.

Of the 64 people infected by the measles virus, only 1 had documentation of prior vaccination.

CDC

Frase do Dia

Fri, 05/02/2008 - 18:14

Google’s foreign revenues shot head of its U.S. revenues because of a weaker dollar. Google is an exporter. Who knew? And what does Google export? Patterns of electrons.

Alex Tabarrok, no Marginal Revolution

1º de Maio

Fri, 05/02/2008 - 04:15

O PS admite mudar a lei que proíbe a abertura dos supermercados grandes todo o santo domingo.

O dia do trabalhador já não é o que era.

Frase do Dia

Thu, 05/01/2008 - 18:16

Woman in crowd: Senator, you have the vote of every thinking person.

Adlai Stevenson: That’s not enough, madam, we need a majority!

Greg Mankiw

Parábola do Comércio Internacional

Sun, 04/27/2008 - 18:50

There are two technologies for producing automobiles in America. One is to manufacture them in Detroit, and the other is to grow them in Iowa. Everybody knows about the first technology; let me tell you about the second. First you plant seeds, which are the raw material from which automobiles are constructed. You wait a few months until wheat appears. Then you harvest the wheat,load it onto ships, and sail the ships eastward into the Pacific Ocean. After a few months, the ships reappear with Toyotas on them.

International trade is nothing but a form of technology. The fact that there is a place called Japan […] is quite irrelevant to American’s well-being. To analyse trade policies, we might as well assume that Japan is a giant machine […] that converts wheat into cars.

Any policy designed to favor the first American technology over the second is a policy designed to favor American auto producers in Detroit over American auto producers in Iowa. A tax or a ban on “imported” automobiles is a tax or a ban on Iowa-grown. If you protect Detroit carmakers from competition, then you must damage Iowa farmers, because Iowa farmers are the competition.

—The Armchair Economist, Steven E. Landsburg (que credita a história a David Friedman).

Viva o 25 de Abril

Fri, 04/25/2008 - 16:46

Viva!

Publicidade Institucional

Thu, 04/24/2008 - 12:05

Na série isto já parece um blogue geek:

Saíu a nova versão do Ubuntu, a distribução linux da moda. De há um ano para cá que uso e tenho gostado.

Carvão na Europa

Wed, 04/23/2008 - 23:05

Na série mas somos contra a poluição em princípio:

At a time when the world’s top climate experts agree that carbon emissions must be rapidly reduced to hold down global warming, Italy’s major electricity producer, Enel, is converting its massive power plant here from oil to coal, generally the dirtiest fuel on earth.

Over the next five years, Italy will increase its reliance on coal to 33 percent from 14 percent. Power generated by Enel from coal will rise to 50 percent.

And Italy is not alone in its return to coal. Driven by rising demand, record high oil and natural gas prices, concerns over energy security and an aversion to nuclear energy, European countries are expected to put into operation about 50 coal-fired plants over the next five years, plants that will be in use for the next five decades.

NY Times, via marginal revolution.

Penso que as companhias de energia sabem que os governos europeus, por mais anúncios que façam, não vão, de facto, reduzir as licensas que põem no mercado. Sobretudo porque se tratam de companhias sempre ligadas ao poder.

Waiting for Obama (ii)

Wed, 04/23/2008 - 02:48

Na série as pessoas não fazem horas na bicha para ir ver a Manuela Ferreira Leite:

Waiting for Obama (i)

Wed, 04/23/2008 - 02:44

Na série ir ver o Obama é muito melhor do que ir ver o Menezes:

Colour Me Skeptical

Mon, 04/21/2008 - 01:36

Imaginem um acordo ortográfico em que o Reino Unido decidia passar a escrever a palavra colour sem U. Seria ridículo.

Grandes Slogans

Sat, 04/19/2008 - 03:54

Na série isto já parece um blogue de direita:

No arquivo de posters dos Tories.

Make Work Economics

Sat, 04/19/2008 - 00:32

We live in an age of “policy wonks” who judge [policy] programs by their effects on productivity, or output, or work effort. Wokian analysis uses the jargon of economics while ignoring its content. Economists view the wonks’ fixation on output as a bizarre and unhealthy obsession. Wonks want Americans to die rich; economists want Americans to die happy.

S. Landsburg, The Armchair Economist

Berlusconi

Thu, 04/17/2008 - 04:00

Uma vitória da direita bimba não é uma vitória que a direita séria deva celebrar. E o Berlusconi é bimbo.

O Futuro

Thu, 04/17/2008 - 03:45

Na série isto já parece um blogue:

A ler também: o artigo do NY Times sobre este assunto.

Às vezes, apercebemo-nos um pouco do que será o futuro.

(Uma vez ultrapassado o nojo que esta ideia nos causa, há que reconhecer que é um avanço.)

Carteira Profissional

Tue, 04/15/2008 - 04:12

Na série com liberais destes, quem é que precisa do Augusto Santos Silva?:

1. No blogue Atlântico:

Na passada sexta-feira, um determinado grupo de cidadãos fazia o que habitualmente faz no sítio que escolheu frequentar. Como de costume, naqueles dias da semana, a mesa 10, à entrada, acolhia jornalistas e um conjunto de outras pessoas […] Só assim se percebe a entrada parcamente discreta de um batalhão de membros da ASAE — que quase ultrapassava o número de frequentadores do pernicioso restaurante-bar.

Aparentemente, aquele conjunto de pessoas, à uma e meia da manhã de sexta-feira, inspeccionou documentação societária e contabilística, saídas de emergência, casas de banho, esfregões de louça e tampas de tupperwares. A turba indisciplinada dos frequentadores habituais sentiu-se invadida e exigiu explicações aos guardiães dos bons costumes; os ânimos exaltaram-se e os jornalistas recorreram às armas que tinham: as máquinas fotográficas dos telemóveis. Uma senhora loura e bastante estridente bradava à defesa do seu direito à imagem — note-se, enquanto desenvolvia uma actividade num local público, ante jornalistas que se preparavam para documentar um caso concreto ao abrigo do que lhes é permitido pelas respectivas carteiras profissionais em vigor.

Então o que interessa era os jornalistas terem as carteiras profissionais em vigor? O comum cidadão não teria o direito de fotografar os agentes do Estado em exercícios das suas funções?

2. A mim parece-me, que para bem do Estado de Direito (e o caso não é para menos), qualquer agente do Estado, no exercício das suas funções de fazer cumprir a lei, deve estar sujeito à vigilância de todos os cidadãos. Seja o polícia, o fiscal das finanças, ou o fiscal da ASAE. Estes são indivíduos a quem é dado Poder e, numa sociedade que se quer liberal, o Poder é para ser controlado.

Fotografar, filmar, gravar os agentes do Estado no cumprimento das obrigações devia ser um direito dos cidadãos (e do cidadão enquanto cidadão, acreditado ou não por qualquer agência), para sua protecção em primeiro lugar e como garante de melhor Estado, em segundo.

O pudor em publicar a fotografia da fiscal da ASAE de dedo em riste é, francamente, despropositado.

3. A eventual perda de privacidade da agente da ASAE é algo que me parece inerente à posição. Se aceita a posição de poder que lhe dá o exercício da fiscalização, então tem de se sujeitar à fiscalização por parte dos cidadãos.

Este é o contrato básico da democracia: o cidadão aceita o poder que pode fiscalizar.

4. As novas tecnologias abrem ao Estado possibilidades imensas e perigosas de fiscalização e vigilância dos cidadãos, mas também podem abrir aos cidadãos possibilidades de fiscalizar o Estado.